quinta-feira, 31 de maio de 2007

GMDT*


Quem, da minha geração, não se lembra dos famosos inícios de conversas, no já quase extinto mIRC? Do "oi dd tc" passavam a "tens foto?" e, caso a resposta fosse negativa, era-nos pedido um retrato pormenorizado. Nunca a internet viu tanta gente bonita, como no tempo em que as palavras contavam para alguma coisa...

O msn, com um universo relativamente fechado de contactos, perdeu alguma da sua força enquanto potencializador de romance entre estranhos mas veio revolucionar as relações entre conhecidos. Protegidos pelos ecrãs do nosso computador, que não coram, não choram, não riem, tornávamo-nos super homens e mulheres, capazes de conquistar e ser conquistados à velocidade do nosso modem, insensíveis a uma nega ou a promessas de algo mais. E quando tudo parecia resolvido, chegou o HI5: o mais famoso cupido virtual, onde milhões e milhões de caras (e corpos) se misturam, como numa gigantesca base de dados por onde escolher o parceiro ideal. À distância de um clique, o amor. Nunca foi tão fácil encontrar a pessoa perfeita.... então, porque é que parece que, cada vez mais, as relações tendem a não durar?

Morreu o Don Juan, o romantismo, o namoro de janela e os sorrisinhos por detrás da mão. Acabaram-se os ramos de flores, em detrimento de postais electrónicos com passarinhos animados que dançam e cantam baladas de amor. E fica a sensação de que, por mais informação que possamos pôr sobre nós numa página de Hi5, nunca as pessoas se conheceram tão mal.

Porque, se calhar, há coisas que merecem olhos nos olhos. Se calhar o toque não pode ser substituído pelas teclas frias do portátil e os smiles nunca serão capazes de exprimir o mesmo que os nossos músculos quando se contraem.

Se calhar é tempo de sair à rua e encontrar alguém de verdade. Alguém que nos dê gelado à boca e nos ensine o nome das constelações. Constelações no céu, e não desenhadas num fundo negro do ecrã.

E, numa altura em que podemos falar com quem quisermos quando quisermos, a partir do nosso computador-caixa mágica, parece-me que o homem nunca esteve tão sozinho e o amor nunca foi tão vazio...


*legenda do título: Gosto Muito De Ti

sexta-feira, 25 de maio de 2007

A minha selecção!

Agora sim, podem esfregar as mãos todos aqueles machinhos que, desde o início deste projecto, o conotaram como uma cena de miúdas, acusando-nos variadíssimas vezes de femininismo (claro, há verdades que custa admitir, não é?!).
Hoje sim, vou dar-vos de bandeja algo realmente girly: a MINHA selecção de homens célebres! Sim, escolhi-os a dedo, seja pelo físico, carisma, voz, presença, carreira ou sentido de estilo. E antes que me acusem de estupidez futebolística, explico desde já que, invés de 11 seleccionados, encontram-se 12 porque, confesso, fui fraca, não podia deixar ninguém de fora, e um suplente faz sempre um jeitão tremendo.
Sem mais demoras... aqui estão os MEUS 12 magníficos:

Tupac Amaru Shakur... que há para dizer? Mais do que um rapper, é uma lenda! Irreverente, destemido e fiél à sua mensagem! Acima de qualquer atracção, este homem tem o meu respeito!
Fabio Cannavaro... um belíssimo jogador italiano, no qual nunca tinha reparado mas, agora que o fiz, gosto do que vejo... gosto mesmo muito!

George Clooney... sim, tem idade para ser meu pai, mas admitam lá: é ou não um cota charmoso à brava?! Admiro a sua carreira, o facto de ter um porco como animal de estimação (que morreu recentemente... os meus mais sinceros sentimentos!) e de preferir a calma da sua villa em Itália, do que o glamour de LA, por exemplo. Quando uma mulher se casa tem sempre a esperança que, daí a muitos anos, o seu marido seja algo parecido com um homem destes. LOL... é MESMO verdade!

Jenson Button... piloto de Fórmula 1 da Honda... Giro, o moço, não é? A Honda tem destas coisas: bons carros e, pelos vistos, bons pilotos!

Manuele Blasi... outro jogador italiano igualmente belo! Que dizer? As italianas devem ser mesmo mulheres de sorte!

Matt Pokora... um cantor de R&B francês que, pelo que sei, faz furor por aquelas terras! Será das músicas? Ou daquela carinha de bébé que parece que não faz mal a uma mosca? Tenho a admitir que o seu estilo nem sempre é o melhor - demasiados acessórios que o tornam um bocadinho bimbo - mas, de resto, as imagens falam por si!

Pierce Brosnan... outro cinquentão charmoso a valer! Desde muito nova que o admiro. Talvez seja aquele seu jeito brittish, o seu requinte, a sua elegância, o seu charme... seja o for, it works for me!

Reynaldo Gianecchini... actor brasileiro... puro pedaço de mau caminho! Não consigo dizer mais nada senão: PUXA O LENÇOL! lololol (se não fosse 100% sincera não poderia viver mais comigo mesma).

Vin Diesel... actor americano que encontrou a fama nos filmes Velocidade Furiosa e XXX. Apesar dos músculos não serem o meu forte, este senhor tem algo de muito cativante, já para não falar da voz que é simplesmente de cortar a respiração! Mas claro que o físico, a sua postura de bad boy e as tatuagens lhe dão um ar... apetecível!

Wenthworth Miller... o famoso protagonista da série de televisão Prision Break! Se noutros casos não sei ao certo o que me fascina, nele eu sei exactamente o que é: o olhar!


DMX ... bem ao estilo de 2Pac e Vin Diesel, este rapper americano prende-me a atenção, não só pela postura dspreocupada que assume na vida, como pela sua voz rouca, sexy e agressiva! Impossível não me fascinar por alguém que, ora mostra o seu lado mais rebelde, ora o seu lado mais sensível.


Channing Tatum... actor americano protagonista no filme Step Up. Além de jovem, bonito e bem constituído, é também um excelente bailarino e, só por isso, merece estar na minha selecção!


Interessante? Fútil? Talvez... Mas o que importa?! Senti-me na obrigação de partilhar isto convosco porque, para ser sincera, até eu me sinto muitas vezes com problemas em destacar alguém famoso que ilustre os meus gostos. Com este post sei que, da próxima vez, já terei, pelo menos, 12 nomes na ponta da língua.
Sinto-me ainda com o dever moral de vos alertar que, sem sombra de dúvida, a beleza das pessoas não está no exterior e que, muitas e muitas vezes, podemos ser traídos pelos nossos olhos, pois nem todas as caras bonitas escondem corações igualmente bonitos.
Sem mais nada a acrescentar... APRECIEM!

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Só gosto de ti, e de ti, e de ti... vá e de ti também!




Ele tem uma mulher, uma namorada e uma amante... até agora, tudo bem, nada de extraordinário nos tempos que correm. (caro leitor, caso esteja a espumar da boca num gesto de pura indignação veja a nota no fim do texto. Obrigada)


Surpreendeu-me, porém, o facto de estar metido com as 3 na cama ao mesmo tempo. Isso, as 3. Sim, ao mesmo tempo. Aventura? Prenda de anos? Último desejo concedido a um homem moribundo? Nada disso! Este senhor vive com as suas TRÊS mulheres, numa tranquila casinha dos EUA. É aquilo a que nós chamamos polígamo. Cheio de amor para dar, o seu coração não fica preenchido com uma só mulher: "há espaço para muitas, babyyy!". Ora, nisto eu sou muito liberal: se ele está bem, se elas estão bem, se todos são felizes assim, conscientes da existência de todas as partes envolvidas, então... eu estou bem com isso! Desenhem um smile na camisola e vamos comer um churrasco à good old american way! Os poliamorosos tiveram maior destaque na época dos hippies, do amor livre, em que umas drogas para a carola faziam milagres e de repente amava-se o mundo inteiro, mesmo quando minutos atrás se protestava contra ele. Tempo do surgimento do LSD, em que esses mesmos hippies serviram de cobaias para experiências e... bom, estou a desviar-me do tema!


O importante aqui é reflectir sobre o papel de cada indivíduo, como singular, numa relação que, me parece, implica esquecer em grande parte o individual e sacrificar em nome do conjunto. Porque se o senhor fica todo contente de cada vez que muda de cama (hummm o pior é que descobri que a cama é a mesma para todas! Momento bastante traumatizante, em que uma delas diz: Está uma coisa nojenta na cama! ao que ele responde: Não faz mal!), não me pareceu que elas ficassem assim tão animadas por terem de dividir o companheiro entre elas, com direito a dias marcados em calendários espetados no frigorífico!


Uma delas, confessava o seu ciúme ao jornalista, e justificava a sua escolha por nunca ter encontrado alguém que a tivesse tratado tão bem como ele!




Sim, leram bem.




Imagino o quão traumatizada deve ter ficado para, sem qualquer predisposição para relações deste género, e ainda por cima com o monstrinho verde a corroê-la por dentro, aceitar dividir assim o namorado! E queria dizer-lhe: seres bem tratada não é um privilégio, é um direito! O facto de ele te tratar bem não faz com que ele possa ter mais mulheres! E podes encontrar alguém que te trate tão bem ou melhor que ele, sem que o tenhas de partilhar! Podes ter alguém só para ti!


Não se pense, porém, que só os homens se dividem entre várias parceiras. Uma british lady posava para a câmera com os seus dois maridos(?), namorados (?), amantes (?)... bom, com dois homens que vivem com ela.




E eu penso que se alguém pode ser verdadeiramente feliz assim, então é porque já chegou a um estado de maturidade brutalmente elevado. Em que o ciúme não existe. Em que o amor não é exclusivo. Em que ver o nosso companheiro feliz com outra nos faz feliz por extensão.


E tenho a certeza de que sou MUITO imatura nestas coisas... Porque eu parto, eu grito e rasgo. Eu choro, eu juro e cumpro... Ui, é só aquele mau feitio...
Nota: Este texto refere-se ao caso específico de poligamia por mim observado esta manhã, num documentário do canal Odisseia, enquanto tomava o pequeno-almoço. Não venham queimar bandeiras anti-feminismo ou anti-monogamia em frente à minha casa por favor. Além disso, seria uma perda de tempo, visto que tenho os estores corridos. Obrigada, sejam felizes :D Baci e abracci per tutti!
PS - aceitam-se, porém, todos os comentários que respeitem as liberdades dos outros, visto que vivemos em democracia e num país com liberdade de pensamento e expressão consagrada na constituição.
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Tenho um caniche!



Sabem como é quando saem do cabeleireiro com um penteado novo que, por milagre, não vos fez jurar nunca mais lá voltar? É um daqueles raros momentos em que não pensamos "Mas que merda é esta?!" e em que queremos andar a pé para todo o mundo poder admirar a nossa nova pelugem capilar...
Mas e quando chega a hora de o lavar pela primeira vez? De repente, eis que o cabelo se descontrola, pontas atiçam-se em todas as direcções, a escova começa a parecer minúscula ao pé da juba e então sim, gritam: MAS QUE MERDA É ESTA?!

SOS mundo, estou num momento desses! O meu lindo cabelo longo foi substituído por um penteado à lá caniche e eu só quero um gorro bonito para o esconder!
"Respira, respira... o cabelo cresce, nada de dramas...! SIM, E ATÉ LÁ? "Pões uns ganchinhos, umas fitinhas..." ARRRRGH (diálogo travado entre mim e o espelho)
Volto a lavar o cabelo, a penteá-lo, a prendê-lo com ganchos e ganchinhos. Encho-o com quilos de espuma na esperança de domar a juba há muito adormecida pelo peso dos meus velhos cabelos compridos.
"Há pessoas que nem sequer têm cabelo!", um argumento estúpido, mesmo vindo de um espelho... Tento concentrar-me nas velhinhas carecas mas de repente lembro-me que não conheço nenhuma velhinha careca. Lembro-me daquele árbitro que não tem pêlos e vejo se me consigo sentir melhor (é horrível, eu sei, tentar sentir-me melhor com o sofrimento dos outros, mas neste momento não estou em mim, caramba!) Sei que tenho uma afro que usei no carnaval, mas acho que, mesmo assim, o caniche é menos medonho visto de longe...

É inútil! Dedico-me a criar uma lista de aspectos positivos:

  • menos calor no verão

  • menos trabalho a pentear

  • menos.....

pronto, é curta mas existe, e já se sabe que isso do tamanho não interessa para nada!

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Às vezes é preciso deixar...

Não faço ideia se se trata dum problema de ambos os sexos, ou simplesmente de quem gosta. Certo é que as mulheres sofrem disso: da incapacidade de chegarem à conclusão que já chega!

Relações são levadas até extremos, embrenhadas em discussões e faltas de respeito, só porque, quando se ama, é difícil ver o que está mesmo à nossa frente, muitas vezes há já muito tempo.

Porquê lutar tão desesperadamente por um futuro que não tem passado que o justifique? Porquê querer um amanhã se nem sequer houve um hoje? Porquê querer mudar alguém que nem nunca tentou mudar por nós? Porque nos deixamos cegar e falhamos todos os sinais que estão sempre a berrar à nossa volta?

As mentiras, as coincidências mal explicadas, as traições, os esquecimentos, a frieza, a falta de interesse, a ausência de tema, a inércia de planos... tudo isso funciona como altifalante para os nossos sentimentos... pena é que estes sejam surdos que nem uma porta.

Assusta pensar que nos podemos entregar, sem reservas, a algo tão denso e doentio, só porque queremos uma vida cor-de-rosa com alguém... mesmo que não haja nada de cor-de-rosa no passado da relação que sirva de alimento a essas esperanças.



Acredito cegamente que toda a gente, sem excepção, tem a força interior e a capacidade de um dia, demore o tempo que demorar, seja necessário bater com a cabeça as vezes que for, de abrir os olhos, de sentir o clique, de ouvir a voz: "já chega, não dá mais"!

Ninguém gosta de perder, mas penso que desistir seja ainda mais frustrante. Mas na verdade, não se trata, nem duma derrota, nem duma desistência, mas sim da percepção que de facto não dá, que é preciso largar o sonho (ou pesadelo).

Quando percebermos isso, que é impossível lutar por alguém que, para ser sincera, nunca esteve lá, vamos finalmente compreender que o mundo não pára por isso, que aquela pessoa pode não fascinar-se por nós, mas que outras pessoas o fazem e, só por isso, já somos importantes.

Não podemos esperar que aquela pessoa goste de nós se essa for a condição única para gostarmos de nós mesmos. Aquela pessoa pode não admirar-nos, mas muitas outras o fazem. Porque não sentirmo-nos bem com isso? Porque não ver as coisas por outro prisma? O prisma que nos diz que somos boas pessoas, bonitas (por dentro e por fora), cativantes, inteligentes e interessantes.

Não se estima eternamente quem não nos valoriza. Não se pode dar a mão a quem nunca esteve lá para nós. Não podemos esquecer os nossos problemas e objectivos para viver os de outra pessoa. Não podemos fazer planos para quem não nos inclui no seu futuro. Não podemos pensar em quem nunca se lembra de nós. Tudo isto, muito lentamente, leva-nos a perder o nosso carácter e a questionar-nos sobre quem somos afinal.


Sei que, no dia que largarmos os sonhos inconcretizáveis.... (reformulando)... Sei que, no dia que formos capazes de aceitar que afinal não era um sonho, porque os sonhos são bons e fazem-nos sentir bem, seremos capazes de vermos a beleza nas coisas, e de nos aceitarmos como belos para quem nos estima.




Homens ou Mulheres? Qual o nosso verdadeiro inimigo?

Dá que pensar!

Esta minha opinião pode ser algo rebuscada, eu admito, mas baseia-se única e exclusivamente na minha experiência de vida e, como tal, é totalmente falível.

A minha atribulada vida de quase 22 anos (lol) mostrou-me (talvez infelizmente) que os piores inimigos das mulheres são exactamente as outras mulheres! É triste, mas é a realidade.


Nisso tenho de dar a mão à palmatória: somos mesmos estúpidas! Ao invés de nos unirmos (visto que sofremos todas dos mesmos males), tal como os machos fazem, NÃO! Preferimos a disputa acesa e constante que acaba por dar espaço aos homens para as mais variadas manobras de safadice.

A grande diferença, nesta questão, entre os sexos é que os homens encobrem-se, aceitam os defeitos uns dos outros (afinal trata-se dum mal de que todos padecem!), e abafam os segredos não permitindo qualquer tipo de fuga de informação. Eles não se julgam, não se criticam, não viram costas e comentam a meio mundo. [Nota: todas as regras têm excepções. Também existem homens cuscos e venenosos, assim como alguns grupos masculinos onde a intriga reina!]

Já nós, mulheres, sabemos dos segredos, nomeadamente aqueles mais pôdres, e à mínima hipótese toca a falar mal, a criar boatos, e mesmo a usar essas informações para usufruto da nossa malícia ou interesse.

E o problema é que nós somos sempre mais perigosas que os homens porque, a nossa capacidade manipulativa, pode ser algo tão poderoso ao ponto de ser considerado perigo público. Mais uma vez, invés de usarmos a nossa creatividade esquemática para nos salvaguardarmos de muitos bois que por aí pastam, não, achamos mais giro andar por aí a cuspir veneno na cara umas das outras (se bem que até costuma ser mais nas costas!).

Os homens nisso são, como quase em tudo o resto, mais básicos. São frontais, usam poucas palavras e, visto que quase todos têm culpas no cartório, para quê desenterrar certos assuntos, certo? Só que neste assunto, esse minimalismo de carácter, é benéfico.

Nós embirramos com tudo. Admitam lá: é ou não é daquela rapariga que mais chama a atenção que menos gostamos? É ou não é daquela mulher que mais nos faz frente (seja na roupa, no cabelo, nos sapatos, na forma de falar, na disputa pela atenção num grupo...) que mais detestamos? E, para tão bem manifestar isso, vem logo aquela típica, e quase ancestral, frase: "Não fui nada com a cara dela!".

LOLOL... isto é lindo porque, à medida que partilho isto convosco, revejo-me em inúmeras situações idênticas e tenho a admitir que, algumas vezes, não tive razão para tal, e corri mesmo o risco de deixar pessoas fantásticas passarem-me ao lado.

Apesar de ser mulher, e de ter esperança que as coisas um dia mudem, tenho a dar-vos o meu conselho: entre um homem e uma mulher, desconfiem igualmente dos dois, mas nunca baixem a guarda perante o vosso semelhante. Uma mulher consegue sempre ser mais falsa, vingativa, destruidora e manipulativa quando quer realmente algo.

A minha conclusão é simples: temos de mudar e tem de começar dentro de cada uma de nós, nos nossos comportamentos e ideias. É preciso deixar um bocado para trás os preconceitos, a hipócrisia, o falso moralismo, a inveja, a atitude defensiva sempre que estamos na presença de alguém que, de alguma forma, compete connosco.

Nem todas as mulheres querem ser melhores que nós e cada qual tem de se valorizar pelo que é; temos de tentar ser o melhor que podemos, e não o melhor que as outras são. Roupas mais caras, postura mais vaquinha e tagarelice no auge não é sinónimo de qualidade. Nem toda a gente quer roubar o nosso homem nem fazer-se a todos os nossos amigos. É preciso separar as águas.

Um pouco ao estilo de "juntas controlaremos o mundo", é de facto necessário reunir tropas, identificar aliadas (afinal de contas nunca sabemos quando estamos a perder a chance de ter uma nova boa amiga) e definir estratégias. Estas manipulações destrutivas no nosso mundo fashion permite a uma parte considerável dos homens aproveitar-se das nossas fraquezas, e arrisco mesmo dizer, usando-nos umas contra as outras.

Deste modo, nada mais tenho a dizer senão:

Sozinhas somos fortes. Unidas somos imbatíveis!!!

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Ataques primaveris



Será o sarapintado das flores nos campos? O chilrear dos pássaros nas árvores? O pólen que tal poção mágica se espalha pelo ar e nos adoça os sentidos?



O mistério da primavera ainda está por explicar (pelo menos, a mim nunca niguém mo explicou), mas a verdade é que as coisas mudam quando chegamos a esta época. Coraçõezinhos nos olhos, algo palpita mais forte dentro de nós, emoções à flor da pele... Nos chamados animais irracionais, é a época privilegiada da procriação. O meu lado de menina grita-me que é a época de amor animal: nem mesmo os bichinhos conseguem resistir ao apelo de Vénus, e por momentos estão mais próximos do homem, quando o girafo se apaixona pela girafa e vice-versa. Os seus pescoços elegantes agitando-se, enquanto correm, de patas abertas, um para o outro (em câmera lenta e com uma balada qualquer como pano de fundo), terminando num longo pescaço (abraço de pescoços).


Curiosamente, a primavera parece trazer ao de cima o lado mais sensível do homem. Somos insensíveis porque não lhes dizemos como estão bonitos, porque não nos rimos de uma piada ou até porque nos rimos demais. Somos frias quando não nos comovemos com a história de uma cadela que teve 13 cachorrinhos ou quando não queremos traficar passarinhos (lol).

Nos últimos tempos tenho-me sentido masculina. Não deixei crescer os pêlos das pernas nem aderi à Sport Tv 24h por dia, mas tanta conversa sobre insensibilidade fez-me pensar em como somos chatas. Em como às vezes não repararem no nosso corte de cabelo não quer dizer nada. Em como fazer um drama porque não nos responderam a uma mensagem é algo assustador. Em como exigir que nos ouçam sempre com toda a atenção do mundo quando falamos duma camisola super gira que vimos numa loja é uma missão condenada ao fracasso ou condenar o respectivo a uma depressão.

Nunca compreendi tão bem os homens como esta primavera! Amigos, digo-vos honestamente que por momentos cheguei a ter pena de vocês: bolas, que coragem!



Esta primavera já deu o que tinha a dar. Venha o Verão! Estação da roupa justa, da pouca roupa, do calor, dos olhares e dos sorrisos. Estação das noites quentes, das noites longas, dos dias na praia de papo para o ar. É que Verão rima com Paixão....